27 fev 20

Dois campeões buscam vingança

Sébastien Buemi e Jean-Éric Vergne não estão tendo uma boa temporadas, mas pretendem se recuperar no Marrocos.

Eles fizeram história porque são da primeira leva da Fórmula E. Amanhã serão lembrados como os pioneiros da primeira categoria de carros totalmente elétricos. Por isso, é difícil entender o presente do suíço Sébastien Buemi e do francês Jean-Éric Vergne, dois campeões da especialidade que hoje não estão tendo um bom momento.


Antes de chegar ao E-prix do Marrakech, Vergne, hoje piloto do DS Techeetah, marca o 12º lugar no campeonato. O francês está na frente de Buemi, atual representante da Nissan e.dams. Duas desistências de Jean-Éric Vergne, um 8º e um 4º lugar são as melhores performances. Enquanto Buemi adiciona uma desistência, um 13º, 12º lugar e o incentivo de ter terminado o pódio na última data no México.


Mas o que está acontecendo com eles? Buemi quem conquistou um título em 2015/2016 e dois vice-campeonatos - em 2014/2015 e em 2016/2017 -  com um total de 12 vitórias, conseguiu uma única vitória nos últimos dois anos (2017/2018 e 2018/2019). Vergne, por outro lado, conseguiu se destacar nas últimas temporadas e é o atual bicampeão.


Buemi ainda está ligado de alguma forma à Renault, apesar de não aparecer com esse nome, e  sim o da Nissan, que é uma empresa do mesmo grupo francês. Enquanto a Vergne, o piloto conquistou a glória nas mãos da DS, empresa pertencente à Citroën. Ambos os times souberam estar desde os inícios da Fórmula E, que hoje tem muita paridade com outras equipes e isso também é um dos motivos. Buemi e Vergne têm cada vez mais rivais com base na acirrada disputa atual e muitos de seus colegas os superam.


À análise deve-se acrescentar um fato que excede o próprio fator humano e as possibilidades de suas equipes. Hoje, mais e mais montadoras participam oficialmente do circuito. O pódio parcial é ocupado pela BMW, Jaguar e Mercedes-Benz. Embora a DS Techeetah seja a quarta, graças ao bom trabalho do parceiro de Vergne, o português António Félix da Costa.


É verdade que o norte do campeonato ainda não foi alcançado. Mas o panorama desses dois campeões não seja tão difícil. É possível que sua luz no fim do túnel esteja em como a categoria é competitiva e as definições abertas ainda geram uma ilusão. As corridas devem ser realizadas e os dois gladiadores feridos nunca devem ser subestimados. É por isso que Buemi e Vergne precisam se vingar.