12 fev 20

Os antecedentes da Fórmula E na Cidade do México

O E-Prix da Cidade do México terá sua quinta edição neste fim de semana e, neste artigo, revisamos o que aconteceu no passado no Autódromo Hermanos Rodríguez, uma cena de corridas realmente emocionantes.

Desde sua primeira visita em março de 2016, a ABB FIA Fórmula E encontrou aliados ideais na Cidade do México e no público mexicano para realizar grandes competições e transmitir sua mensagem de cuidado ambiental.


Essa primeira corrida foi a quinta rodada da segunda temporada da categoria elétrica e chegou ao fim de um período latino-americano que já passara por Punta del Este e Buenos Aires.


Na pista, o vencedor foi Lucas Di Grassi, com o ABT Schaeffler Audi Sport, depois de uma batalha acirrada, mas o brasileiro seria desclassificado devido a que o primeiro de seus carros -época do Gen1, quando os pilotos precisavam de dois carros para completar a corrida- foi encontrado 1,8 quilos abaixo do peso regulatório de 888 kg.


Por esse fato, Jerome D'Ambrosio, que teve uma luta difícil com Sébastien Buemi durante praticamente toda a competição, foi o vencedor com um dos carros da equipe Dragon Racing, vencendo o suíço por apenas 0s106 na linha de chegada. Naquele momento, disputava o segundo lugar, mas a desclassificação de Di Grassi significava que essa era a margem da vitória.


Nicolas Prost, parceiro de Buemi na Renault e.Dams, subiu para o terceiro lugar, seguido por Loic Duval, Robin Frijns e Sam Bird.


No ano seguinte, mais precisamente em 1º de abril de 2017, Di Grassi conseguiu vingança na Cidade do México, obtendo uma vitória fantástica.


O brasileiro começou em 15º e na terceira rodada teve que parar nos boxes por danos na asa dianteira, o que o deixou por último no classificador. No entanto, ele decidiu trocar de carro quando entrou no safety car na volta 17 e com 28 curvas ainda à frente, o que foi uma manobra estratégica fundamental.


Di Grassi conseguiu administrar perfeitamente a energia de seu segundo carro para chegar ao final da corrida, seguido por Jean-Eric Vergne e D'Ambrosio, enquanto o argentino José María López, piloto da DS Virgin na época, era sexto depois de liderar a primeira parte da corrida e estrelar em uma rodada que o deixou fora da luta pelo pódio.


A terceira visita da Fórmula E ao Autódromo Hermanos Rodríguez novamente teve a equipe do ABT Schaeffler Audi Sport como vencedora, mas desta vez nas mãos de Daniel Abt, em vez de Di Grassi.


O piloto alemão, que em dezembro do ano anterior tinha visto como sua primeira vitória na série elétrica fora impedida devido a uma infração técnica, destacou-se em 3 de março de 2018 no México depois de partir da quinta posição.


Felix Rosenqvist, autor da pole, liderou a primeira parte da corrida até perder todas as chances quando seu carro Mahindra foi parado, permitindo que Oliver Turvey chegasse à primeira posição. Mas no momento das paradas, Abt foi mais rápido e seguiu na pista à frente do britânico para a vitória por 6s3 sobre Turvey, cujo segundo lugar representava seu primeiro e único momento de pódio na Fórmula E, com Buemi em terceiro lugar.


Tal era a importância desse triunfo para Abt, quem inclusive fez uma tatuagem para lembrar sua primeira vitória na categoria obtida no território mexicano.

A edição mais recente do E-Prix da Cidade do México, disputada em 16 de fevereiro de 2019, teve, sem dúvida, a final mais emocionante da Fórmula E, não apenas no Hipódromo Hermanos Rodríguez, mas na história da série.


Pascal Wehrlein, da equipe Mahindra, saiu da pole position e dominou toda a corrida até que no final ficou sem bateria no carro e foi ultrapassado na mesma linha de chegada por Di Grassi, que o pressionou na parte final da competição.


Foi um fim que deixou todos os presentes vibrando nas arquibancadas ou em suas casas, e o próprio piloto brasileiro estava mais exultante do que nunca ao vencer dessa maneira uma corrida em que estava apenas na frente naquele momento decisivo.


Wehrlein ficou em segundo na pista, mas foi sancionado com cinco segundos por cortar a curva 4 na última volta, quando já estava se defendendo o máximo possível dos ataques de Di Grassi e o qualificador final o deixou em sexto. Antonio Felix da Costa herdou o segundo lugar, seguido por Edoardo Mortara.

Essa final impressionante ainda está fresca na memória dos fãs da Fórmula E, então a expectativa será alta para este sábado, 15 de fevereiro, no México. Mas se levarmos em conta a definição da última volta que foi vivida no E-Prix de Santiago do Chile no mês passado, definitivamente o campeonato elétrico fará os fãs vibrarem.